Importação

Como importar da China pela primeira vez: guia completo para empreendedores brasileiros

18 min de leitura

Como importar da China pela primeira vez: guia completo para empreendedores brasileiros

O Brasil importou US$ 70,9 bilhões da China em 2025 — um recorde histórico, segundo o Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). Enquanto esse número cresce dois dígitos por ano, a maioria dos empreendedores brasileiros ainda opera com margens apertadas comprando de atacadistas nacionais que, adivinhe, importam da China. A diferença entre pagar R$ 38 num produto e comprá-lo a R$ 9 direto da fábrica não é um detalhe — é a linha entre um negócio que sobrevive e um que escala. Quem vê antes, bebe água limpa.

Se você quer aprender como importar da China para revender no seu e-commerce, este guia é o mapa completo: da legalização até a primeira carga no seu estoque, com custos reais em reais, impostos atualizados para 2026 e os erros que eu já vi destruírem margens de operações inteiras nos meus mais de 15 anos no e-commerce brasileiro.

Na prática: se você quer pular a curva de aprendizado e fazer seu primeiro pedido de importação com segurança — preço final com impostos garantidos antes de fechar, inspeção de qualidade na China e sem precisar saber chinês — a JoomPro é a plataforma que eu uso e indico.

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1. Por que importar da China em 2026 ainda vale a pena

A resposta curta: margem. A resposta completa envolve entender que o e-commerce brasileiro faturou mais de R$ 234 bilhões em 2025, segundo a ABComm, e que os segmentos que mais crescem — moda, casa e jardim, saúde e bem-estar — são exatamente os que possuem as maiores diferenças de preço entre a compra na fábrica chinesa e o atacado nacional.

O amador compra de distribuidores brasileiros e trabalha com margem de 30-40%. O estrategista importa direto da China e opera com margens brutas de 70 a 90% nos mesmos produtos. Na prática, isso significa que com o mesmo capital investido, você consegue escalar três vezes mais rápido — ou absorver custos de mídia paga sem sufocar o caixa.

O cenário macroeconômico favorece quem importa com inteligência

O comércio entre Brasil e China atingiu o recorde de US$ 171 bilhões em 2025, com as importações brasileiras de produtos chineses crescendo 11,5% no ano. A China responde por 27,2% de toda a corrente comercial brasileira. Isso não é tendência — é estrutura. A cadeia de suprimentos global gira em torno da manufatura chinesa, e o empreendedor que aprende a acessar essa cadeia diretamente constrói uma vantagem competitiva difícil de replicar.

Visão Babi: Nos meus 15 anos no e-commerce, vi três ondas de importação. A primeira foi dos grandes players. A segunda, dos marketplaces chineses vendendo direto ao consumidor (Shein, Shopee). A terceira onda — a que estamos vivendo agora — é do empreendedor brasileiro que monta marca própria com produto importado. É quem negocia MOQ de 50 a 200 peças, coloca sua etiqueta e cria diferenciação real. Se você está lendo isso, chegou na hora certa.

Importação para e-commerce: os números que importam

Para contextualizar com dados reais: um produto de nicho de casa e decoração que custa entre R$ 8 e R$ 15 na fábrica chinesa (incluindo personalização) chega ao Brasil, com todos os impostos e frete, por algo entre R$ 25 e R$ 40 a unidade — dependendo do volume e do modal logístico. Esse mesmo produto é vendido no varejo brasileiro por R$ 89 a R$ 159. A conta fecha. E fecha bem.

Segundo o CEBC, o Brasil importou US$ 70,9 bilhões da China em 2025, um crescimento de 11,5% sobre 2024 — e os segmentos mais relevantes para o e-commerce brasileiro (eletrônicos, têxteis, casa e decoração) representam parcela crescente dessa balança. Para empreendedores, isso significa que a infraestrutura de importação nunca esteve tão acessível, com mais rotas logísticas, mais plataformas de intermediação e custos de frete historicamente mais competitivos.



2. Quem pode importar: PF, MEI, ME e os limites de cada um

Antes de pensar em fornecedores ou produtos, a primeira pergunta prática é: com qual estrutura jurídica você vai importar? A resposta muda completamente seus limites de operação, os impostos que vai pagar e até as plataformas que pode usar.

Pessoa Física

Pode importar apenas para uso pessoal, não para revenda. Compras em sites certificados pelo Programa Remessa Conforme (Shein, Shopee, AliExpress) seguem o Regime de Tributação Simplificada: 20% de Imposto de Importação para compras até US$ 50 e 60% para compras de US$ 50,01 a US$ 3.000, mais ICMS estadual. Não é caminho para quem quer montar um negócio.

MEI (Microempreendedor Individual)

Pode importar formalmente, mas com restrições práticas. O faturamento anual é limitado a R$ 81 mil (em 2026), e o MEI não pode contratar despachante aduaneiro diretamente — o que complica importações via modal marítimo. Funciona para pedidos pequenos via courier ou plataformas que fazem o desembaraço por você.

ME e EPP (Micro e Pequena Empresa)

É a estrutura ideal para importar da China para revender. Com CNPJ de Simples Nacional ou Lucro Presumido, você pode se habilitar no RADAR/Siscomex e operar importações formais sem limite de valor (respeitando a modalidade de habilitação). A maioria dos empreendedores que importam com sucesso no e-commerce opera com ME ou EPP.

Na prática: Se você está começando e não tem habilitação no RADAR, plataformas como a JoomPro permitem que você importe sem precisar ter CNPJ de importação — elas cuidam de todo o desembaraço aduaneiro, o que elimina a barreira burocrática mais comum para quem quer fazer o primeiro pedido. É o atalho que eu recomendo para quem quer validar antes de investir em estrutura própria.



3. Passo a passo: do CNPJ ao primeiro pedido de importação

O processo de importar da China para revender no Brasil tem etapas claras. O problema nunca é a complexidade de cada etapa isolada — é não saber a sequência correta e se perder no meio do caminho. Aqui vai o passo a passo que eu usaria se estivesse começando hoje.

Etapa 1: Regularize sua empresa

Verifique se o objeto social do seu CNPJ inclui atividade de importação e exportação de mercadorias. Se não inclui, peça ao seu contador para adicionar o CNAE correto (geralmente 4691-5/00 — Comércio atacadista de mercadorias em geral). Isso é pré-requisito para qualquer operação formal.

Etapa 2: Habilite-se no RADAR/Siscomex

O RADAR (Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros) é sua autorização para operar no comércio exterior. Existem três modalidades:

  • Expressa: para importações de até US$ 50.000 por semestre. É a mais rápida (5 a 10 dias úteis) e indicada para quem está começando.
  • Limitada: até US$ 150.000 por semestre. Exige mais documentação.
  • Ilimitada: sem teto. Exige histórico de operações e capacidade financeira comprovada.

O cadastro é feito diretamente no portal da Receita Federal e é gratuito.

Etapa 3: Defina seu produto e nicho

Não comece pelo fornecedor — comece pelo produto. Analise o que já vende no seu e-commerce (ou no mercado que você quer entrar), identifique os produtos com maior margem potencial e pesquise a viabilidade de importação. Considere:

  • Peso e volume (impacta frete)
  • Necessidade de certificações (Inmetro, Anvisa, Anatel)
  • Classificação NCM e alíquota de Imposto de Importação
  • Sazonalidade da demanda

Etapa 4: Encontre e valide fornecedores

Detalhado na seção 5 deste guia.

Etapa 5: Negocie e solicite amostras

Antes de fazer qualquer pedido em volume, solicite amostras. Negocie o Incoterm (FOB é o mais comum para quem está começando), condições de pagamento, MOQ (quantidade mínima de pedido) e prazo de produção. Sempre peça uma Proforma Invoice detalhada.

Etapa 6: Feche o pedido e acompanhe a produção

Após aprovar a amostra, formalize o pedido. Se estiver usando uma plataforma como a JoomPro, ela faz a inspeção de qualidade antes do embarque — uma etapa que muitos ignoram e que evita a dor de cabeça de receber mercadoria fora de especificação.

Etapa 7: Logística e desembaraço

Escolha o modal (aéreo ou marítimo), contrate frete, e providencie o desembaraço aduaneiro. Para pedidos acima de US$ 3.000, você precisa de um despachante aduaneiro. Detalhado na seção 6.

Etapa 8: Receba, confira e coloque à venda

Ao receber a carga, confira a mercadoria contra a Proforma Invoice e o Packing List. Faça a entrada no estoque do seu ERP e comece a vender.

Na prática: O ciclo completo do primeiro pedido — da escolha do produto até a mercadoria no seu estoque — leva de 45 a 90 dias, dependendo do modal e da complexidade do produto. Planeje seu fluxo de caixa para esse horizonte. O erro mais comum que vejo é o empreendedor comprometer todo o capital disponível no primeiro pedido e ficar sem fôlego para operar enquanto a carga não chega.

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4. Custos e impostos: quanto custa importar da China para o Brasil

Esta é a seção que separa quem importa com lucro de quem leva prejuízo no primeiro container. O custo final de um produto importado da China não é só o preço da fábrica + frete. Existem pelo menos sete camadas de custo que você precisa calcular antes de fechar qualquer pedido.

As 7 camadas de custo da importação

Camada O que é Faixa típica
1. Custo do produto (FOB) Preço negociado com a fábrica Varia por produto
2. Frete internacional Marítimo (US$ 1.500-4.000/container 20′) ou aéreo (US$ 4-8/kg) 10-25% do valor FOB
3. Seguro de carga Obrigatório para cálculo do valor aduaneiro (CIF) 0,5-2% do valor FOB
4. Imposto de Importação (II) Alíquota varia conforme NCM do produto 4-35% sobre valor CIF
5. IPI Imposto sobre Produtos Industrializados 0-30% (depende do NCM)
6. PIS/COFINS-Importação Contribuições federais ~11,75% (PIS 2,1% + COFINS 9,65%)
7. ICMS Imposto estadual — alíquota varia por estado 12-22%

Além dos impostos, existem custos operacionais que muitos esquecem: taxas portuárias (capatazia, armazenagem), honorários do despachante aduaneiro (R$ 1.500 a R$ 4.000 por despacho), taxa do Siscomex (R$ 214,50 fixo + R$ 107,25 por adição na DI), e custos de transporte interno até o seu depósito.

Impostos de importação em 2026: o que mudou

Em 2026, o Brasil está em fase de transição para a Reforma Tributária. Na prática, as regras de 2025 continuam valendo para importações empresariais, mas dois novos tributos começam a aparecer em alíquotas de teste:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): alíquota inicial de 0,9% — substituirá PIS/COFINS gradualmente
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): alíquota teste de 0,1% — substituirá ICMS gradualmente (extinção total do ICMS só em 2033)

Para importações por pessoa física via Remessa Conforme, a estrutura segue: 20% de II para compras até US$ 50 e 60% para compras de US$ 50,01 a US$ 3.000, mais ICMS de 17% a 20% dependendo do estado (calculado “por dentro”, o que eleva a alíquota efetiva).

De acordo com dados da Receita Federal e do CEBC, a carga tributária total sobre um produto importado da China por empresa brasileira (considerando II médio de 18%, IPI, PIS/COFINS-Importação e ICMS) pode representar de 50% a 85% sobre o valor CIF, dependendo do NCM e do estado de destino. Ainda assim, a margem bruta final para o empreendedor que importa diretamente pode alcançar 70-90% sobre o preço de venda ao consumidor — contra 30-40% quando se compra do mesmo produto via atacadista nacional.

Exemplo prático: cálculo real de importação

Vamos a um exemplo concreto. Um empreendedor quer importar 500 unidades de um acessório de casa (NCM com II de 18%):

Item Valor
Custo unitário FOB US$ 3,50 (R$ 21,00 a câmbio de R$ 6,00)
Total FOB (500 un.) US$ 1.750 (R$ 10.500)
Frete marítimo (carga consolidada) R$ 2.100
Seguro R$ 126
Valor CIF (base de cálculo) R$ 12.726
II (18%) R$ 2.291
IPI (10%) R$ 1.502
PIS/COFINS (11,75%) R$ 1.495
ICMS (18% — SP, por dentro) R$ 3.953
Despachante + taxas portuárias R$ 2.500
Custo total nacionalizado R$ 24.467
Custo unitário final R$ 48,93
Preço de venda sugerido R$ 129,90
Margem bruta 62,3%

Compare: o mesmo produto comprado de um atacadista nacional custa entre R$ 65 e R$ 80 a unidade, gerando margem bruta de 23-38%. A diferença no bolso, em 500 unidades, é de R$ 8.000 a R$ 15.000 a mais para quem importa direto.

Visão Babi: O maior erro que vejo em planilhas de empreendedores iniciantes é calcular apenas “preço do produto + frete + imposto de importação”. Faltam sempre as mesmas coisas: capatazia, armazenagem, taxa do Siscomex, seguro, frete interno e, principalmente, o custo do capital parado durante 60-90 dias. Se você não tem um parceiro que calcule o preço final com todos os tributos antes de fechar — como faz a JoomPro, por exemplo — monte sua planilha com pelo menos 15% de gordura sobre o cálculo teórico. Vai me agradecer depois.



5. Como encontrar fornecedores confiáveis na China

Encontrar fornecedores é a parte mais superestimada e, ao mesmo tempo, mais mal executada do processo de importação para e-commerce. Todo mundo foca em achar “o fornecedor”, como se existisse um único e mágico contato que resolve tudo. A realidade é que validar fornecedores é um processo — e pular etapas custa caro.

Os 3 canais principais para encontrar fornecedores

1. Plataformas B2B tradicionais (Alibaba, Made in China, Global Sources): São marketplaces que conectam você a milhares de fábricas e trading companies. O problema: você negocia direto, valida credenciais sozinho, cuida da logística sozinho e corre o risco de comunicação perdida (a maioria dos fornecedores não fala português, e o inglês é limitado).

2. Feiras de negócios (Canton Fair, Yiwu Fair): Ideais para ver produto ao vivo, mas exigem viagem à China — custo de R$ 15.000 a R$ 25.000 entre passagem, hospedagem e deslocamento. Viável quando o volume justifica.

3. Plataformas de importação gerenciada (como a JoomPro): Funcionam como intermediários qualificados. Você escolhe o produto, e a plataforma negocia com o fornecedor, faz inspeção de qualidade, cuida da documentação e do desembaraço. É o modelo que mais tem crescido entre pequenos e médios empreendedores brasileiros.

Como validar um fornecedor antes de comprar

  • Verifique se é fábrica ou trading company: fábricas costumam ter preço melhor, mas MOQ mais alto. Trading companies oferecem variedade, mas adicionam uma camada de intermediação.
  • Peça certificados: ISO 9001, BSCI, certificados de laboratório para o produto.
  • Solicite amostras: nunca feche pedido em volume sem aprovar amostra física.
  • Faça inspeção: antes do embarque, contrate inspeção de terceiros ou use plataformas que já incluem esse serviço.
  • Comece com pedido pequeno: valide toda a cadeia (produção, logística, qualidade) antes de escalar.

Na prática: Na JoomPro, por exemplo, o catálogo tem mais de 18 milhões de produtos e 130 mil fornecedores já validados, com pedidos mínimos a partir de 20 unidades em alguns itens e investimento inicial a partir de R$ 2.000. A plataforma faz a inspeção de qualidade na China antes do embarque e entrega o preço final — com todos os impostos e taxas — antes de você fechar o pedido. É o tipo de transparência que evita a “surpresa” de custos ocultos que mata a margem do iniciante.



6. Logística: frete, prazos e modalidades de envio

A logística internacional é onde muitos empreendedores cometem erros de cálculo que comprometem toda a operação. Existem basicamente dois modais principais para trazer mercadoria da China ao Brasil, e a escolha certa depende do volume, do valor e da urgência.

Modal marítimo (LCL ou FCL)

Melhor para: cargas a partir de 0,5 CBM (metro cúbico) ou pedidos acima de US$ 3.000-5.000.

  • FCL (Full Container Load): você aluga o contêiner inteiro. 20′ (33 CBM, ~22 toneladas) ou 40′ (67 CBM, ~27 toneladas). Mais econômico por unidade em grandes volumes.
  • LCL (Less than Container Load): sua carga divide o contêiner com outros importadores. Você paga por CBM. Ideal para pedidos menores.
  • Prazo: 30 a 45 dias de trânsito (China → portos de Santos, Paranaguá, Itajaí) + 5 a 15 dias de desembaraço aduaneiro.
  • Custo: US$ 1.500 a US$ 4.000 por contêiner 20′ (varia conforme rota e temporada).

Modal aéreo

Melhor para: cargas de alto valor e baixo peso/volume, amostras, ou situações de urgência.

  • Prazo: 5 a 10 dias de trânsito + desembaraço.
  • Custo: US$ 4 a US$ 8 por kg — significativamente mais caro que o marítimo.
  • Quando usar: para pedidos de teste, produtos de alto valor agregado (eletrônicos, joias, cosméticos premium) ou reposição urgente de estoque.

Courier/Expresso (para pedidos pequenos)

Serviços como DHL, FedEx ou o próprio sistema de envio de plataformas de importação. Prazo de 7 a 15 dias, com desembaraço simplificado para valores até US$ 3.000 (via Declaração Simplificada de Importação).

Critério Marítimo Aéreo Courier
Prazo total (porta a porta) 45-60 dias 10-20 dias 7-15 dias
Custo relativo Baixo Alto Médio-alto
Ideal para Volume > 0,5 CBM Valor alto, peso baixo Pedidos até US$ 3.000
Desembaraço Formal (despachante) Formal (despachante) Simplificado

A JoomPro, por exemplo, trabalha com prazo médio de entrega de aproximadamente 30 dias da China para o Brasil, mais 5 dias para liberação alfandegária — e gerencia toda a logística de ponta a ponta.

Se você quer importar da China para revender sem se perder na burocracia, a JoomPro entrega o que mais falta ao importador iniciante: preço final garantido com todos os impostos antes de fechar o pedido, condição de pagamento 20-80 (paga 20% na confirmação e 80% só quando a carga chega ao Brasil), inspeção de qualidade na fábrica e suporte em português. É a plataforma que eu recomendo para quem quer fazer o primeiro pedido com segurança e margem real.

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7. 7 erros críticos que destroem sua margem na primeira importação

Depois de acompanhar centenas de operações de importação em mais de 15 anos no e-commerce, posso afirmar: os erros se repetem. E quase todos são evitáveis. Aqui estão os sete que mais destroem margens — e como escapar de cada um.

Erro 1: Não calcular o custo total nacionalizado

Muitos olham só o preço FOB e o frete, esquecendo que II, IPI, PIS/COFINS, ICMS, capatazia, armazenagem, despachante e frete interno podem dobrar ou triplicar o custo do produto. Monte a planilha completa antes de fazer qualquer pedido.

Erro 2: Classificação NCM errada

A NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) define a alíquota de todos os seus impostos. Classificar errado pode significar pagar 2% ou 20% de II — e, se a Receita Federal identificar o erro, a multa pode chegar a 75% sobre a diferença do tributo devido, conforme legislação vigente. Invista em consultoria ou use plataformas que fazem a classificação por você.

Erro 3: Pular a inspeção de qualidade

Receber 1.000 unidades de um produto fora de especificação, com acabamento ruim ou embalagem danificada não é hipótese — é rotina para quem não inspeciona. Uma inspeção pré-embarque custa entre US$ 200 e US$ 400 e pode salvar pedidos de milhares de reais.

Erro 4: Colocar todo o capital no primeiro pedido

O ciclo de importação leva de 45 a 90 dias. Se todo o seu capital está na carga, você fica sem fôlego para operar (mídia, estoque existente, despesas fixas). Regra prática: nunca comprometa mais de 40-50% do capital disponível no primeiro pedido.

Erro 5: Ignorar certificações obrigatórias

Produtos elétricos e eletrônicos precisam de homologação da Anatel. Brinquedos exigem certificação do Inmetro. Cosméticos e alimentos passam pela Anvisa. Importar sem essas anuências resulta em retenção da carga na alfândega — com custo de armazenagem correndo todo dia.

Erro 6: Não formalizar a negociação

Negociação via chat do WeChat ou WhatsApp não é contrato. Exija sempre Proforma Invoice detalhada com especificações do produto, quantidade, preço, Incoterm, prazo de produção e condições de pagamento. Sem documento, não há como contestar divergências.

Erro 7: Escolher fornecedor só pelo preço

O amador escolhe o mais barato. O estrategista escolhe o mais confiável. O fornecedor que cobra 10% a menos mas atrasa a produção em 3 semanas, manda mercadoria diferente da amostra ou some quando você reclama vai custar muito mais caro no final.

De acordo com a Receita Federal, a classificação fiscal (NCM) incorreta pode gerar multas de 1% do valor aduaneiro (mínimo de R$ 500) até 75% sobre a diferença de tributos em caso de recolhimento a menor — e em situações de fraude comprovada, a penalidade pode alcançar 150% do valor. Para o empreendedor que importa da China pela primeira vez, investir em classificação correta ou utilizar uma plataforma que garanta a NCM adequada não é custo — é seguro contra prejuízos que podem inviabilizar toda a operação.

Visão Babi: Já vi empreendedor perder R$ 47 mil em um único pedido porque não pediu inspeção e recebeu produto com defeito que não podia ser vendido. Vi outro pagar R$ 22 mil de multa por NCM errada num pedido de R$ 30 mil. Nenhum dos dois voltou a importar. Os dois tinham margem para dar certo — e falharam por pular etapas que custam menos de R$ 1.000. Na importação, o barato sai caro. Literalmente.



Perguntas frequentes sobre importação da China

Não existe valor mínimo legal para importar. Na prática, para importações formais via modal marítimo, pedidos abaixo de US$ 2.000-3.000 costumam ser inviáveis pelos custos fixos (despachante, taxas portuárias, Siscomex). Porém, plataformas de importação gerenciada como a JoomPro permitem pedidos a partir de R$ 2.000, viabilizando importações menores com custo-benefício favorável. Para quem está começando, esse é o caminho mais seguro para validar produto e fornecedor antes de escalar.

Não. A maioria dos fornecedores chineses de exportação tem equipe que fala inglês básico. Em plataformas como Alibaba, a comunicação é feita em inglês. Se você usar uma plataforma de importação gerenciada, como a JoomPro, todo o contato com fornecedores é feito pela equipe da plataforma — você negocia e acompanha tudo em português, com escritórios no Brasil, China e Portugal.

O prazo varia conforme o modal: por via marítima, de 30 a 45 dias de trânsito mais 5 a 15 dias de desembaraço aduaneiro (total de 35 a 60 dias). Por via aérea, de 5 a 10 dias de trânsito mais desembaraço. Via courier/expresso, de 7 a 15 dias com desembaraço simplificado. Além do transporte, considere o tempo de produção na fábrica (15 a 30 dias, dependendo do produto e do volume).

Sim, o MEI pode importar formalmente, desde que a atividade de importação esteja prevista no objeto social. Porém, existem limitações práticas: o faturamento anual é limitado a R$ 81 mil, e operações de importação formal exigem custos fixos (despachante, taxas) que podem não compensar em volumes pequenos. Para o MEI, a alternativa mais viável costuma ser usar plataformas de importação gerenciada ou importar via Regime de Tributação Simplificada para valores menores.

Os segmentos com melhor relação entre margem e demanda no e-commerce brasileiro em 2025/2026 são: casa e decoração, acessórios de moda, produtos de saúde e bem-estar, itens pet, organização doméstica, tecnologia e acessórios de celular, e utensílios de cozinha. O critério principal não é “o que é mais barato lá fora”, mas sim onde a diferença entre o custo nacionalizado e o preço de venda no Brasil gera margem suficiente para cobrir operação, mídia e ainda dar lucro. Evite produtos que exijam certificações complexas (Anvisa, Anatel, Inmetro) no primeiro pedido — comece por itens de menor barreira regulatória.

Quer importar com segurança e margem real?

A JoomPro é a plataforma que eu uso e indico — do sourcing ao estoque, sem precisar saber chinês. Para quem está fazendo o primeiro pedido de importação, estes são os diferenciais que fazem diferença de verdade:

  • Preço final garantido: todos os impostos e taxas calculados antes de você fechar o pedido. Sem surpresas.
  • Condições de pagamento flexíveis: pague 20% na confirmação e 80% quando a carga chega ao Brasil (ou 30-70, dependendo do pedido).
  • Inspeção de qualidade na China: antes de embarcar, a equipe verifica se o produto está conforme o combinado.
  • Pedidos a partir de R$ 2.000: MOQ baixo, a partir de 20 unidades em alguns produtos.
  • Listas de produtos validados: com dados de tendência do mercado americano para ajudar na escolha de produtos com demanda comprovada.
  • Suporte em português: equipes no Brasil, China e Portugal cuidam de toda a operação.
  • Margens brutas de até 80-90%: em produtos curados da plataforma.

Se eu estivesse começando a importar hoje, começaria por aqui.

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Babi Tonhela

Babi Tonhela

CEO da Marketera | Fundadora do Marketek

Mais de 15 anos no e-commerce brasileiro. Ex-Diretora de Estratégia de E-commerce na Nuvemshop e ex-CPO da Ecommerce na Prática. Ajuda empreendedores a construírem operações de e-commerce com estratégia, margem e escala.

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